Rita Lee: uma autobiografia


Rita Lee: uma autobiografia foi escrito por Rita Lee e publicado em 2016 pela Globo Livros. Sobre esta obra especificamente importa deixar muito claro que é maravilhosa. Rita Lee é uma artista fantástica e a narrativa de sua vida é uma delícia de ser lida. Com muito respeito ao que ela representa, o fato de o livro não ter passado por uma revisão adequada não se justifica. Entende-se que a linguagem é coloquial; no entanto, a informalidade poderia ter sido mantida, mesmo com a utilização da norma culta.

Poceiros refere-se a poços. Aqueles que tomam posse de terrenos são POSSEIROS – pág. 21.
Para manter a coesão do texto narrativo, os verbos devem estar conjugados no mesmo tempo [Nesse navio, estava meu bisavô (…), eis que um passageiro da primeira classe começou a passar mal no convés e quem o atendeu prontamente foi Cícero] – a mesma coisa se percebe nas págs. 55, 161, 258, para exemplificar.
O verbo GOSTAR no sentido de ter afeição é transitivo indireto e pede a preposição DE (meu cachorrinho cantor de que ela tanto gostava).
O verbo LEMBRAR-SE, no sentido de trazer à memória, é pronominal (quem se lembra se lembra de alguma coisa). Na construção está ausente o pronome ME (lembro-me de tê-la concebido) – pág 147.
Mais uma vez falta coesão ao texto, vez que o verbo ADVIR é transitivo indireto e pede complemento antecedido da preposição DE. Além disso, um ser indesejado não tem como advir de acefalia e de tantas deformações irreversíveis.
A expressão DAR DE CARA significa encontrar-se e obedece à mesma regência deste verbo, devendo ser acompanhada da preposição COM – pág. 191.
O verbo HAVER, indicando decurso de tempo, é impessoal e deve permanecer na terceira pessoa do singular. Como a frase está no passado, a flexão de tempo é obrigatória (havia dois anos estava presa) – pág. 193.
Zezinho é palavra paroxítona terminada em O e não tem acento – pág. 209.
O vocativo serve para evidenciar a pessoa ou coisa a que nos dirigimos. No caso, “Gisele” deveria estar separado da oração por vírgula – pág. 252.
O verbo ASSISTIR no sentido de ver é transitivo indireto e pede a preposição A (assistir a novela).

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Estamos à disposição para revisar seu texto.


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