Homo Deus


Homo Deus: uma breve história do amanhã foi escrito por Yuval Noah Harari e publicado no Brasil em 2016 pela Companhia das Letras. É a continuação de Sapiens, e o autor faz uma espécie de previsão de como vai ser a vida da humanidade na Terra.
“A mera lembrança” é o sujeito da frase e está no singular. O verbo, no caso “satisfazer”, deve concordar com o sujeito e, portanto, deveria ter sido conjugado na terceira pessoa do singular do indicativo (a mera lembrança de prazeres passados não me satisfaz) – pág. 50.
Sair significa passar do interior para o exterior (ir de dentro para fora). “Sair fora” é exemplo clássico de pleonasmo vicioso ou redundância (trata-se de repetição inútil que deve ser evitada).
A comparação é uma figura de linguagem utilizada para confrontar características de determinados elementos. No caso acima, o autor está afirmando que uma coisa é mais rápida que outra (em um ritmo muito mais rápido que aquele que a maioria de nós pode compreender) – pág. 58.
A crase é a contração de duas vogais iguais, indicada pelo acento grave. A forma mais comum de sua ocorrência na língua portuguesa se dá quando a preposição A e o artigo A se unem em apenas um À. No caso, antes de um verbo no infinitivo como DESCOBRIR não existe um artigo definido feminino, motivo pelo qual não pode ocorrer crase.
O verbo PROPOR-SE, no sentido de oferecer-se, é transitivo direto (pronominal) e indireto, o que significa dizer que alguém se propõe A fazer alguma coisa (aos eventos que se propõem a descrever) – pág. 201.
A locução adverbial designativa de tempo seria “A CADA DÉCADA”. “Cada década” é sujeito simples composto de pronome indefinido (cada) + substantivo (década) – pág. 208.
No caso em análise, tem-se sujeito oracional composto de oração subordinada substantiva (o que sinto que é ruim) e o predicado (é ruim) separados por vírgula. Apesar de sua ocorrência ser comum, havendo até quem defenda seu uso e denomine-o de opcional, somos partidárias do entendimento de não se separa sujeito de predicado por vírgula, ainda que se trate de sujeito oracional (o que é ruim é ruim). – pág. 230.
O verbo viajar, no sentido de movimentar-se, é transitivo indireto e, portanto, pede preposição [de que lhe vale a liberdade de (…) viajar aonde lhe aprouver] – pág. 267.
No excerto acima, o autor colocou entre aspas a fala de uma mulher chamada Sally, cujo discurso é feito em primeira pessoa. Assim, para que o texto estivesse correto, a frase deveria ter sido escrita com o uso do pronome oblíquo átono designativo da primeira pessoa, qual seja, ME [o que definia a experiência não era ter ME sentido mais esperta (…), pela primeira vez na MINHA vida (…)… MEU cérebro…].
O verbo discernir significa distinguir, estabelecer diferença. Discernir uma diferença é mais um pleonasmo que deve ser evitado – pág. 303.
A palavra RÁPIDO é adjetivo, que qualifica substantivo. Qualificador de verbo é advérbio (RAPIDAMENTE). O autor quer dizer, portanto, que os humanos não são capazes de reagir rapidamente (a forma como os humanos reage não é rápida) – pág. 316.



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